segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Prong - Zero Days (2017)


Prong - Zero Days (2017)
(Shinigami Records/SPV/Steamhammer - Nacional)

01. However It May End
02. Zero Days
03. Off the Grid
04. Divide and Conquer
05. Forced Into Tolerance
06. Interbeing
07. Blood Out of Stone
08. Operation of the Moral Law
09. The Whispers
10. Self Righteous Indignation
11. Rulers of the Collective
12. Compulsive Future Projection
13. Wasting of the Dawn
14. Reasons to Be Fearful (Bonus Track)

Sinceramente, eu queria ter o ânimo do vocalista e guitarrista Tommy Victor. O cara simplesmente parece não parar e de 2012 para cá, já lançou com o Prong nada menos que 5 álbuns de estúdio, Carved in Stone (12), Ruining Lives (14), Songs from the Black Hole (15), X – No Absolutes (16) e esse Zero Days, além de um trabalho ao vivo, Unleashed in the West (14). Fora isso, gravou mais 2 álbuns de estúdio com o Danzig. Só de escrever, já cansei.

O Prong sempre marcou sua carreira pela ousadia e por explorar novas fronteiras musicais, tanto para o bem quanto para o mal, e não dá para dizer que sua mistura de Thrash, Hardcore, Groove e Industrial seja leviana, já que resultou ao menos em dois trabalhos verdadeiramente clássicos, Prove You Wrong (91) e Cleansing (94). A partir de Ruining Lives, podemos dizer que começaram a inserir algumas tendências mais comerciais em seu som, algo que se consolidou definitivamente em X – No Absolutes, com resultados em sua maioria bem positivos.

Zero Days mantém essa pegada, de unir aquele Prong do passado com esse mais atual, dos últimos álbuns. Tommy Victor continua um vocalista ímpar e mostra uma abordagem vocal muito variada, além de compor alguns riffs de primeiríssima qualidade. E vale dizer que mesmo com as melodias mais acessíveis, o peso e a agressividade continuam se fazendo bem presentes. A parte rítmica, com o estreante Mike Longworth (baixo) e Arturo "Art" Cruz (bateria), mostra a categoria e competência que lhe é esperada, com um ótimo desempenho de ambos.

Durante a audição, podemos dizer que é possível notar alguma inconstância. A verdade é que a primeira metade do álbum é excelente, com canções de ótima qualidade, mas a metade seguinte dá uma caída, com alguns momentos que realmente não funcionam. A sequência inicial, com as ótimas “However It May End”, “Zero Days” e “Off the Grid” se destaca pela agressividade, intensidade e pelos bons riffs. “Divide and Conquer” consegue mesclar o velho e o novo, soando bem pesada, mas com um refrão altamente acessível. “Forced Into Tolerance” é um Thrash com padrão Prong de qualidade, esbanjando energia, enquanto “Interbeing” tem qualidade de sobra e ótimos riffs. Daí para a frente começa a montanha russa. 


Tommy, por algum motivo, parece ter criado certa fixação com o Linkin Park, já que vários momentos de “Blood Out of Stone” remetem ao mesmo. Já não havia dado certo em X – No Absolutes, com “With Dignity”, e aqui também não funcionou. Felizmente, “Operation of the Moral Law” volta a elevar o nível do trabalho, esbanjando muito peso. “The Whispers” é possivelmente a mais acessível de todas as canções aqui presentes e soa bem moderna, mas funciona surpreendentemente bem, enquanto “Self Righteous Indignation” se mostra bem suja e pesada, mas sem empolgar tanto. “Rulers of the Collective” possui um bom groove e se utiliza de alguns elementos eletrônicos, mas padece do mesmo problema da faixa anterior. A sequência final volta para colocar tudo em seu devido lugar, com as boas melodias de “Compulsive Future Projection” e “Wasting of the Dawn”, que faz um ótimo uso dos recursos eletrônicos, além de possuir bons riffs. Na versão nacional, temos de bônus a boa “Reasons to Be Fearful”, com suas melodias acessíveis.

Repetindo o trabalho anterior, a produção ficou a cargo da dupla Tommy Victor e Chris Collier, sendo que esse último também foi responsável pela masterização e da mixagem, que mantêm a qualidade que escutamos em X – No Absolutes, com tudo claro, audível e pesado. E mostrando que gosta de continuidade, mais uma vez a capa foi feita por Sebastian Rohde. Consolidando essa mescla de peso e acessibilidade, o Prong mais uma vez agrada e, se não tem o brilhantismo de meados dos anos 90, ainda assim soa agradável e passa longe de fazer feio. Quem é fã, certamente irá aprovar.

NOTA: 8,0

Prong é:
- Tommy Victor (vocal/guitarra);
- Mike Longworth (baixo);
- Arturo "Art" Cruz (bateria).

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