segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Cannibal Corpse - Red Before Black (2017)


Cannibal Corpse - Red Before Black (2017)
(Metal Blade - Importado)


01. Only One Will Die    
02. Red Before Black
03. Code of the Slashers
04. Shedding My Human Skin   
05. Remaimed
06. Firestorm Vengeance   
07. Heads Shoveled Off
08. Corpus Delicti   
09. Scavenger Consuming Death   
10. In the Midst of Ruin
11. Destroyed Without a Trace
12. Hideous Ichor

Simplesmente o maior nome do Death Metal de todos os tempos. Em quase 30 anos de carreira, o Cannibal Corpse desafiou lógicas e convenções. Apresentando uma sonoridade brutal, violenta e agressiva, abordando temas gore e macabros para a maioria dos mortais e apostando em capas repulsivas, o que gerou problemas com a censura de muitos países, conseguiram vender mais de 2 milhões de álbuns em todo o mundo, algo impensável para uma banda de tal estilo e temática.

E isso se torna ainda mais impensável quando constatamos que, ao contrário do que se esperaria de uma banda que está na estrada há tanto tempo e com tal sucesso comercial, o Cannibal Corpse não fez concessões em seu som, não o deixou mais palatável e nem aderiu a modernidades e experimentos. Ao contrário, sempre mantiveram o pé enfiado no acelerador e nunca abandonaram aquele Death Metal selvagem, pútrido e esporrento de outrora. Claro, nesse meio tempo evoluíram no quesito técnica, mas a sua essência musical se manteve a mesma. São fiéis aos seus fãs, e estes são mais que fiéis à banda.

Red Before Black é seu 14º álbum de estúdio e vem suceder o não menos que clássico A Skeletal Domain, de 2014. E se esse último soava mais escuro e sombrio, aqui temos uma banda mais selvagem, implacável e um pouco menos preocupada com o quesito técnica, soando assim ainda mais feroz que de costume. Os vocais de George "Corpsegrinder" Fisher continuam brutais, enquanto as guitarras de Rob Barrett e Pat O'Brien despejam ótimos riffs, além de solos que esbanjam selvageria. Na parte rítmica, Alex Webster e Paul Mazurkiewicz esbanjam peso, boa técnica e bastante variedade. Em suma, tudo que o fã sempre espera.


Como sempre, estamos diante de um trabalho bem variado, onde partes velozes e agressivas se alternam muitíssimo bem com outras mais cadenciadas e brutas. “Only One Will Die”, com seu esmagador riff de abertura, se mostra uma escolha perfeita para a abertura. “Red Before Black” tem uma saudável pegada Thrash, enquanto a espetacular “Code of the Slashers”, com sua introdução cadenciada e brutalidade posterior, deve se tornar um clássico da banda. Ótimos momentos cadenciados também dão as caras em “Remaimed”, uma típica faixa do Cannibal Corpse, “Firestorm Vengeance”, “Corpus Delicti” e “Hideous Ichor”. Já “Scavenger Consuming Death” se destaca pela ótima linha de baixo de Alex, enquanto “In the Midst of Ruin” e “Destroyed Without a Trace” se mostram simplesmente esmagadoras.

A produção voltou a ficar nas mãos de ninguém menos que Erik Rutan e está excelente, com a bateria soando mais à frente que nos álbuns anteriores. Mantendo a tradição, a capa mais uma vez é obra de Vince Locke e é uma das mais legais da banda até hoje, saindo um pouco do usual. Pode uma banda lançar “o mesmo álbum” 14 vezes e ainda assim não se repetir e soar genial? Bem, com Red Before Black prova que sim. Violento, rápido, técnico e soando mais selvagem do que nunca, o Cannibal Corpse não mostra qualquer sinal de cansaço, e entrega aos fãs de Death Metal o provável melhor álbum do estilo em 2017.

NOTA: 9,0

- George "Corpsegrinder" Fisher (vocal);
- Rob Barrett (guitarra);
- Pat O'Brien (guitarra);
- Alex Webster (baixo);
- Paul Mazurkiewicz (bateria).

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2 comentários:

  1. no death por enquanto do ano acho o immolation, vou conferir cc

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  2. Melhor álbum de Death Metal do ano é do Suffocation com ...Of the Dark Light, sem mais.

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