terça-feira, 31 de maio de 2016

Vulture Wings - Funeral Grounds (2016) (EP)


Vulture Wings -  Funeral Grounds (2016) (EP)
(Independente - Nacional)


01. Oath With No Words
02. Tower Of Silence
03. Walking Corpse Syndrome
04. Necrophagous Majesty

O Brasil e as vertentes mais extremas do Metal sempre caminharam lado a lado e decididamente, o brasileiro tem o dom para fazer música pesada, bruta e agressiva. O Vulture Wings surgiu no ano de 2012, em Teresópolis e se envereda pelos lados do Death Metal com aquela pegada mais Old School, com uma levada mais cadenciada e que tanto agrada o nosso público.

Quando falamos que o quinteto pratica um Death Old School, com certeza o prezado leitor já imagina uma sonoridade mais datada, mas é nesse momento que João Valentim (Vocal), Alan Machado (Guitarra), Willian Passos (Guitarra), Ted Fernandes (Baixo) e Wellington Cunha (Bateria) dão o “pulo do gato”. Se utilizando de forma inteligente de elementos mais tradicionais do estilo e que já foram utilizados à exaustão, conseguem gerar um som que mesmo com os dois pés fincados em suas raízes, consegue soar atual aos nossos ouvidos.

Os vocais de João transitam entre o gutural e o rasgado, dando boa variedade aos mesmos, enquanto Willian e Alan são responsáveis por ótimos riffs e solos de qualidade, não economizando na agressividade. Já a parte rítmica, com Ted e Wellington, demonstra possuir muito boa técnica e dá aquela diversidade que evita que as composições soem repetitivas e cansativas.

Bruto, agressivo e carregado de energia, o material contido em Funeral Grounds vai agradar em cheio os fãs tradicionalistas do estilo. Sendo assim, tirando a faixa de abertura, uma instrumental que serve apenas como introdução, podemos destacar sem medo as demais 3 faixas, “Tower Of Silence”, “Walking Corpse Syndrome” e “Necrophagous Majesty”.

A produção, a cargo da banda e de Daniel Escobar, possui bom nível e conseguiu manter a crueza e agressividade do som do quinteto ao mesmo tempo em que manteve tudo claro e audível. Já a capa é obra de Augusto Miranda. Apresentando novas soluções para velhas idéias, o Vulture Wings lançou um EP de estréia muitíssimo interessante e se credencia como uma das grandes revelações do estilo no Brasil. Agora é esperar seu álbum de estreia e ver se conseguem confirmar todo esse potencial aqui demonstrado.

NOTA: 8,0

Vulture Wings é:
- João Valentim (Vocal)
- Alan Machado (Guitarra)
- Willian Passos (Guitarra)
- Ted Fernandes (Baixo)
- Wellington Cunha (Bateria)

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segunda-feira, 30 de maio de 2016

Metal Church – XI (2016)


Metal Church – XI (2016)
(Shinigami Records – Nacional)


01. Reset
02. Killing Your Time
03. No Tomorrow
04. Signal Path
05. Sky Falls In
06. Needle and Suture
07. Shadow
08. Blow Your Mind
09. Soul Eating Machine
10. It Waits
11. Suffer Fools

O Metal Church sempre foi umas das bandas mais legais dos anos 80, apesar de nunca ter recebido todo o reconhecimento que merecia. Surgida em 1980 com o nome de Shrapnel (que perdurou até 82), através das mãos do guitarrista Kurdt Vanderhoof, sua história possui uma ligação com a do Metallica, já que ambas surgiram em São Francisco no início dos anos 80, Lars Ulrich chegou a tocar brevemente com o grupo em 1981 e John Marshall, substituto de Kurdt quando esse se afastou do grupo em 1987, foi roadie de James Hetfield, tendo inclusive substituído este em alguns shows nos anos de 86 e 92.

Com o saudoso David Wayne nos vocais, foram responsáveis por dois clássicos absolutos do Metal, Metal Church (84) e The Dark (86), e mesmo após a saída do “Reverendo” e a entrada de Mike Howe, ainda conseguiram manter o nível com 3 álbuns muito bons, com maior destaque para Blessing in Desguise (89) e Hanging in the Balance (93). Após esse último, se separaram para depois retornar em duas outras oportunidades. A primeira entre 1998-2009, que resultou em mais 4 álbuns, sendo um com David Wayne (Masterpeace (99)) e outros 3 com Ronny Munroe e a segunda em 2012, que rendeu mais um trabalho com Munroe.

A verdade é que em ambos os retornos, o Metal Church nunca chegou a lançar um álbum no nível de sua fase inicial, apresentando sempre a seus fãs trabalhos medianos. Após Generation Nothing (13), Munroe saiu da banda e eis que Kurdt trouxe de volta ninguém menos que Mike Howe. E olha, isso fez um bem tremendo à banda, já que o que ouvimos aqui pode não estar no nível dos dois primeiros trabalhos, mas recupera muito do brilho de seu início.

O Metal Church sempre navegou com muita naturalidade entre o Heavy, o Power e o Thrash, com seu Metal agressivo, pesado e carregado de ótimas melodias e isso fazia dela uma banda acima da média. Isso foi resgatado aqui e com uma vantagem, já que apesar de nos remeter diretamente ao seu passado, sua música soa bem atual, longe de ser datada. Mike Howe mostra a sua já conhecida categoria, chegando até mesmo a remeter a Wayne em alguns momentos. Já Kurdt e Rick van Zandt se mostram afiadíssimos, com um trabalho excepcional de guitarras, despejando ótimos riffs e solos, enquanto Steve Unger (baixo) e Jeff Plate (bateria) formam uma parte rítmica coesa, pesada e que dá variação às músicas.

As canções estão bem variadas e temos desde faixas mais velozes até outras mais cadenciadas, e aponto como minhas preferidas “Reset”, “Killing Your Time”, “No Tomorrow”, “Needle and Suture”, “Blow Your Mind”, “Soul Eating Machine” e “Suffer Fools”.

A produção e masterização ficaram a cargo de Kurdt, que também mixou XI ao lado de Chris Collier. Tudo muito bem feito. Pesado, agressivo, mas sem abrir mão da melodia e principalmente, com a criatividade em dia, O Metal Church volta a velha forma e lança seu melhor trabalho desde Hanging in the Balance. Certamente um dos grandes álbuns de 2016.

NOTA: 8,5

Metal Church é:
- Mike Howe (Vocal)
- Kurdt Vanderhoof (Guitarra)
- Rick van Zandt (Guitarra)
- Steve Unger (Baixo)
- Jeff Plate (Bateria)

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sexta-feira, 27 de maio de 2016

Apokathilosis – Where Angels Fear to Tread (2015)


Apokathilosis – Where Angels Fear to Tread (2015)
(Independente – Importado)

01. Awaken Thee
02. Where Angels Fear to Tread
03. Ashes
04. To Die a Thousand Deaths
05. The Untameable Human Spirit
06. Synchronicity

De meados dos anos 90 em diante, o Black Metal se modificou. Bandas como Dimmu Borgir, Cradle Of Filth e outras que vieram nesse mesmo embalo, trouxeram mais melodias e visibilidade comercial ao estilo, além de uma maior abertura a novas influências. Um dos resultados mais visíveis disso foi a fragmentação do estilo em diversos outro sub-estilos, alguns que se afastam tanto da proposta inicial, que cabe até mesmo o questionamento sobre realmente poder receber o rótulo de Black. Nada contra, até curto escutar, mas entendo perfeitamente as reclamações dos puristas do estilo e não as julgo descabidas ou exageradas.

O Apokathilosis, surgido no ano de 2013, é um duo brasileiro formado por Felipe Roquini (Vocal, Guitarra, Baixo, Sintetizador) e Marttjn Rvbjn (Guitarra) e que se encontra radicado na Irlanda. Sua aposta é justamente naquele Black Metal mais tradicional e que em alguns momentos parece ter sido esquecido por boa parte dos novos nomes que surgem por aí. Então se procura aqui passagens muito melódicas, Sinfônicas ou com incursões de Post Rock e Shoegaze, pode tirar seu cavalo da chuva. Aqui “o sistema é bruto”.

A música presente é escura e fria, no melhor sentido da palavra. Os vocais de Felipe, na maior parte do tempo rasgado, possuem bastante qualidade e as guitarras despejam aqueles riffs cortantes e gélidos típicos das bandas europeias da primeira metade da década de 90. O baixo, direto e reto, fazendo as bases de sustentação, enquanto a bateria, que aqui é programada, se mostra bem variada e na maior parte do tempo soa de forma bem natural.

As músicas se mostram bem diversificadas, alternando entre os momentos mais velozes e os mais cadenciados, evitando assim que se torne repetitiva ou cansativa. Apontar destaques é bem complicado, já que a qualidade aqui é nivelada por cima e o trabalho se mostra bem uniforme. Ainda sim posso apontar como minhas preferidas aqui, “Awaken Thee”, “Where Angels Fear to Tread”, “To Die a Thousand Deaths” e “The Untameable Human Spirit” (para mim a melhor do álbum).

A produção foi toda realizada por Felipe na Irlanda, no Advaita Studio e se encaixou perfeitamente dentro da proposta do Apokathilosis, já que apesar de estar tudo claro e audível, não tirou a agressividade e o peso da música, além de passar longe da assepsia de boa parte das produções atuais do estilo. Já a capa é obra da Lost Cosmonaut Design e casou perfeitamente com a sonoridade da banda.

Se curtir um Black Metal mais direto, tradicional, ruidoso e com aquele clima sombrio, o Apokathilosis é uma ótima opção de banda para se conhecer. Mais um nome promissor surgido em nosso cenário!

NOTA: 8,0

Apokathilosis é:
- Felipe Roquini (Vocal, Guitarra, Baixo, Sintetizador)
- Marttjn Rvbjn (Guitarra)

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quarta-feira, 25 de maio de 2016

Desalmado/Homicide – In Grind We Trust (2016) (Split)


Desalmado/Homicide – In Grind We Trust (2016) (Split)
(Black Hole Productions – Nacional)


Desalmado
01. A Ordem dos Porcos
02. O Pavor do Estado
03. Hidra
04. Em Ruínas
05. Eternidade do Medo
06. Diáspora

Homicide
07. Ilusão Idiótia
08. Vosso Líder
09. Contra o Tempo
10. Estado Terminal
11. Causa e Efeito
12. From Reality to Dust
13. Stupid

Splits sempre tiveram sua importância na história do Metal e, no caso do Brasil, talvez o mais lembrado de todos seja Bestial Devastation/Século XX, unindo Sepultura e Overdose. Ainda sim, passado três décadas, continuam sendo parte vital de nosso underground, principalmente no que tange as sonoridades mais extremas. In Grind We Trust, lançado pela Black Hole Productions, une dois grandes nomes da cena Grindcore nacional, Desalmado (SP) e Homicide (SC).

O Desalmado abre os trabalhos enfiando o pé na porta com seu Grind que tem um dos pés bem fincados no Hardcore e carregado de energia. Com uma música tão agressiva quanto suas letras, agradam em cheio, principalmente por apresentar uma variedade maior de ritmos, já que não apostam na velocidade em 100% do tempo, possuindo algumas passagens, digamos, mais “cadenciadas”. Minhas preferidas aqui são “Hidra”, “Eternidade do Medo” e “Diáspora”.

Os catarinenses do Homicide também não fazem qualquer tipo de cerimônia e chegam quebrando tudo com seu Grind/Crust violento e raivoso. Apostando mais na velocidade que seu companheiro de Split, não deixam pedra sobre pedra, com destaque para os ótimos riffs. O detalhe é que, apesar de ser bem veloz na maior parte do tempo, sua música e momento algum soa repetitiva. Aponto como destaques “Ilusão Idiótica”, “Contra o Tempo”, “Estado Terminal” e “Stupid”.

A parte referente ao Desalmado foi produzida pela própria banda, tendo sido mixada por Hugo Silva e masterizada por André “Kbelo” Sangiacomo, enquanto o Homicide produziu, mixou e masterizou todo seu trabalho. Apesar disso, podemos observar uma coesão incrível e a qualidade das produções não soam díspares, estando em um nível muito bom. Tudo claro, audível e com toda a agressividade que têm direito. Já a capa é obra de Marcelo Augusto e se encaixa perfeitamente com o conteúdo lírico/musical.

Obviamente esse não é um trabalho que preze pela delicadeza, então se prepare para ter seus tímpanos agredidos sem dó nem piedade pelo melhor do extremismo nacional, feito por quem realmente entende do riscado. Em resumo, se não está acostumado com violência musical, passe distante de In Grind We Trust, a não ser que queira seus ouvidos sangrando. Para quem curte Grindcore, uma aquisição mais do que obrigatória para sua coleção.

NOTA: 8,5

Desalmado é:
- Caio Augusttus (Vocal)
- Estevam Romera (Guitarra)
- Bruno Teixeira (Baixo)
- Ricardo Nutzmann (Bateria)

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Homicide é:
- William Longen (Vocal)
- Diego Valgas (Guitarra/Vocal)
- Aracno Aranha (Baixo)
- Marlon Joy (Bateria)

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terça-feira, 24 de maio de 2016

Dysonomia - Proselyte (2016)


Dysonomia - Proselyte (2016)
(Heavy Metal Rock - Nacional)


01. Ascension
02. Palingenesis
03. Proselyte
04. Spiralling Into Oblivion
05. Sisyphus
06. Begotten
07. The Storm Arrives
08. Obsolete Humachinery

Bater na tecla da paixão do headbanger brasileiro por sonoridades mais extremas é chover no molhado, basta ver a quantidade de bandas de qualidade surgidas por aqui. Vindo de São Carlos/SP, o Dysonomia aposta em um Death/Thrash de qualidade, pesado e agressivo. Após um bom EP de estreia lançado no ano de 2013, As Chaos Descends, chegam finalmente ao seu primeiro trabalho completo de estúdio.

A primeira coisa que nos chama a atenção é que em Proselyte, o Dysonomia se mostra uma banda mais coesa e madura que em sua estreia e, desde o início, fica evidente um maior esmero da banda em suas composições, que estão mais bem trabalhadas e com certa dose de melodia. Mas vale deixar claro que isso não significa que arrefeceram seu som, justamente o contrário, a agressividade o peso e a brutalidade continuam se fazendo mais que presentes na música do quarteto.

Os vocais de João Jorge transitam com muita competência entre o rasgado e o gutural, enquanto ao lado do guitarrista Julio Cambi, despejam riffs e solos de muito boa qualidade. Já a parte rítmica, com o baixista Denilson Sarvo e o baterista Érik Robert, mostra boa técnica e variedade, além de muito pesada, já que o baixo de Sarvo se destaca em muitos momentos e Érik senta a mão sem dó nem piedade no seu kit.

Brutais e ríspidas (mas com alguma melodia, como já dito), posso apontar como minhas preferidas “Ascension”, “Palingenesis”, “Proselyte”, “Sisyphus” e “Begotten”, mas mesmo as faixas não citadas têm tudo para agradar os fãs de sonoridades mais agressivas e extremas.

A produção aqui ficou a cargo da própria banda e de Gabriel do Vale, responsável pela mixagem e masterização, com tudo tendo sido feito no Nova Estúdio. A qualidade ficou muito boa, com uma timbragem bem legal e o instrumental soando limpo, claro, mas com toda a agressividade que tem direito. Já a capa é obra de Gustavo Sazes, cuja competência e os grandes trabalhos feitos nos últimos anos fazem com que possamos dispensar apresentações.

Soando com uma cara própria, o Dysonomia prova mais uma vez que o brasileiro tem o dom para sonoridades mais extremas, tamanha a capacidade de gerar boas bandas e bons trabalhos para o estilo. Um álbum bruto, agressivo, ríspido e que vai te deixar com dores no pescoço.

NOTA: 8,0

Dysonomia é:
- João Jorge (Vocal/Guitarra)
- Julio Cambi (Guitarra)
- Denilson Sarvo (Baixo)
- Érik Robert (Bateria)

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Metal Media (Assessoria de Imprensa)

domingo, 22 de maio de 2016

Fast Review – Resenhas rápidas para consumo imediato!

Sinbreed - Master Creation (2016)
(AFM Records - Importado)
 


O grupo alemão de Power Metal, que conta com o baterista Frederik Ehmke (Blind Guardian) e o vocalista Herbie Langhans (Avantasia), chega a seu 3º CD e bem, o que temos aqui é aquele Power Metal tipicamente alemão e com todos os clichês existentes no gênero. Apesar de inferior aos trabalhos anteriores, temos um trabalho até legal, mas onde tudo soa repetitivo, até mesmo a bela capa feita pelo colombiano Felipe Machado Franco, que remete a dezenas de outras que ele mesmo fez. Indicado apenas aos fãs do estilo. (7,0)

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Mob Rules - Tales From Beyond (2016)
(SPV/Steamhammer - Importado)
 

O alemão Mob Rules surgiu naquela leva de bandas de Power Metal Melódico da segunda metade dos anos 90 e acaba sendo um caso curioso. Apesar de sempre lançar bons trabalhos, na média ou até superiores a de alguns pares mais renomados do estilo, nunca receberam tanto reconhecimento como estes. Com uma pegada mais voltada ao Metal Tradicional, apresentam em seu 8º álbum de estúdio músicas de qualidade, fortes, com boas melodias e bom peso e que certamente irá agradar em cheio aos fãs do estilo. (7,5)

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Dynazty - Titanic Mass (2016)
(Spinefarm Records - Importado)
 

Em seus primeiros trabalhos, os suecos do Dynazty apresentavam um Hard Rock competente, mas desde Renatus (14), seu álbum anterior, resolveram partir para algo mais pesado, se enveredando pelos lados do Heavy/Power. Procurando dar um novo uso aos clichês já conhecidos, trazendo uma saudável influência de Thrash nos riffs e no peso apresentado, o que deixa sua sonoridade mais agressiva, acabam sendo uma lufada de ar fresco em um estilo que anda para lá de desgastado. Um belíssimo trabalho, sem sombra de dúvida. (8,5)

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Devilz by Definition - The Devilution (2016)
(CDN Records - Importado)
 

O grupo canadense apresenta em seu álbum de estréia um Thrash/Groove Metal que remete diretamente a nomes como Pantera e Lamb Of God. Não apresentam nenhuma grande novidade, mas a sua música possui a qualidade, o peso e a agressividade necessárias para agradar em cheio os fãs do estilo. Não reinventa a roda, mas faz ela rodar redondinha, redondinha. (7,5)

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Dakesis - The New Dawn (2016)
(CapsAArx Records - Importado)
 

O grupo inglês chega a seu 2º álbum apresentando um Progressive Power Metal com toques de Metal Sinfônico sem grandes novidades, mas muitíssimo bem feito. Bem feito, agradável, com ótimas melodias, acaba sendo tão agradável de se escutar que você sequer percebe seus 78 minutos de duração. Csertamente irá agradar em cheio aos fãs do estilo em questão. (8,0)

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sexta-feira, 20 de maio de 2016

Darkship – We Are Lost (2016)


Darkship – We Are Lost (2016)
(Independente - Nacional)


01. The Universe Conspires
02. Black Tears
03. I Can Wait For You
04. Different Days
05. We Are Lost
06. Prison Of Dreams
07. II Hearts
08. You Can Go Back
09. Eternal Pain
10. Frozen Feelings

Não é mistério para ninguém que o Rio Grande do Sul sempre foi um dos maiores celeiros de bandas de Metal do Brasil. A quantidade de nomes de qualidade surgidos pelos pampas gaúchos é enorme e precisaria de uma resenha inteira apenas para citar os mesmos. O sexteto Darkship, que nos apresenta seu debut, We Are Lost, é mais um nome apto a entrar nessa lista.

A sonoridade da banda tem em sua base o Metal Sinfônico, mas mesclando o mesmo com diversos outros estilos, na tentativa de assim afastar sua música do lugar comum que caíram as bandas desse estilo na atualidade. Sendo assim, aqui você encontrará ecos de Metal Tradicional, Prog, Power, Gothic, Modern Metal e até mesmo algumas melodias de acento um pouco mais Pop no que tange algumas linhas vocais. O resultado acaba sendo bem interessante, dando certa cara própria à música do Darkship.

Por mais que as canções sejam bem marcantes e consigam cativar o ouvinte, não dá para negar que o principal foco da música do Darkship é sua dupla de vocalistas, Joel Milani e Sílvia Cristina Schneider Knob. Ambos executam um trabalho muito bom, dando grande variedade às composições. As guitarras também se saem muito bem, com bons riffs e solos, além de boas bases, méritos de Ismael Borsoi. A parte rítmica, com Rodrigo Schafer e Joel Pagliarini é a principal responsável por imprimir peso às músicas, além de dar variedade às mesmas, enquanto os teclados de Andrei Kunzler surgem sempre de forma muito equilibrada, bem encaixados e sem cometer exageros.

Como já dito, temos boa diversidade musical, possuindo passagens mais pesadas e agressivas, outras mais sinfônicas e grandiosas e até mesmo algumas mais introspectivas, acústicas. Aponto como minhas preferidas, "Black Tears", "Different Days", "We Are Lost", "Prison Of Dreams", "You Can Go Back" e "Eternal Pain".

A produção tem boa qualidade e está dentro da média do que vemos por aí, tendo deixado tudo audível e pesado. Como o encarte peca pela falta de informações, não posso informar os nomes responsáveis pelo bom trabalho. Já a belíssima capa é mais um grande trabalho de Carlos Fides (Artside Studio), sendo mais um ponto a favor de We Are Lost. Ao final, temos um álbum coeso, com boa diversidade musical e que soa moderno, apesar das referências mais tradicionais. Uma estreia com o pé direito de uma banda muito promissora.


NOTA: 8,0

Darkship é:
- Joel Milani (Vocal)
- Sílvia Cristina Schneider Knob (Vocal)
- Ismael Borsoi (Guitarra)
- Rodrigo Schafer (Baixo)
- Joel Pagliarini (Bateria)
- Andrei Kunzler (Teclado)

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Metal Media (Assessoria)

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Reckoning Hour - Between Death and Courage (2016)


Reckoning Hour - Between Death and Courage (2016)
(Famined Records - Importado)


01. The Awakening
02. Misguided
03. Condemned to Failure
04. Eye for an Eye
05. What Really Matters
06. Before Your Eyes
07. Times of Trial
08. Lost
09. Dead Man Walking
10. Into the Uprising
11. Newborn Generation
12. Between Death and Courage

Por mais que os fãs de Metal no Brasil sejam mais afeitos a sonoridades tradicionais e tenham certa ojeriza a modernidades, existem sim aqueles que apreciam sonoridades mais modernas dentro do estilo. E para esses, sem sombra alguma de dúvida, os cariocas do Reckoning Hour são um nome mais do que indicado.

O quinteto já havia chamado a atenção com o bom EP de estreia, Rise of the Fallen, no ano de 2013 e volta agora com seu debut, se mostrando ainda mais maduro e coeso. A base da sua música é o, para muitos por ai, famigerado Metalcore, mas o Reckoning Hour não se fecha para outras influências, sendo possível observarmos certos elementos voltados para sonoridades mais tradicionais do estilo e ao Melodic Death Metal, principalmente no que tange às melodias.

Os vocais são obviamente agressivos, mas podemos observar aqui uma presença maior do que o usual de vocalizações limpas, o que não deixa de ser um diferencial bem interessante. Belo trabalho de JP e Philip Leander (também guitarrista). As guitarras de Philip e Lucas Brum despejam riffs bem agressivos e solos com boas melodias, onde podemos observar os tais elementos citados acima, ajudando ainda mais na busca dos cariocas por uma maior identidade. Já a parte rítmica, com Fábio Bianna (Baixo) e Johnny Kings (Bateria) mostra técnica, peso e boa diversidade, evitando assim que as canções soem repetitivas.

Comparado com o EP, podemos observar que as músicas estão mais bem arranjadas e coesas, sendo isso um ponto bem positivo. Os refrões também são ponto de destaque, já que na maioria das vezes são fáceis de se pegar e fixam sem dificuldade na memória. Dentre as composições aqui presentes, aponto como minhas preferidas “Misguided”, “Condemned to Failure”, “What Really Matters”,  “Lost”, “Dead Man Walking”, “Newborn Generation” e “Between Death and Courage”.

A produção, realizada no Aeon Audio, ficou a cargo do trio Marcelo Braga, Carlos Victor Montenegro e Philip Leander, possuindo boa qualidade, deixando tudo bem claro e limpo, mas sem abrir mão do peso e principalmente da agressividade. Já a capa é mais um belo trabalho de Carlos Fides. Mostrando um grande potencial de crescimento e procurando se diferenciar um pouco da concorrência, o  Reckoning Hour tem tudo para agradar os apreciadores de sonoridades mais modernas e os fãs de Metal com a cabeça mais aberta. Uma banda para se observar bem de perto.

NOTA: 8,0

Reckoning Hour é:
 - JP (Vocal)
- Philip Leander (Guitarra/Vocal)
- Lucas Brum (Guitarra)
- Fábio Bianna (Baixo)
- Johnny Kings (Bateria)

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segunda-feira, 16 de maio de 2016

Aeon Prime - Future Into Dust (2015)


Aeon Prime - Future Into Dust (2015)
(Independente - Nacional)


01. Coliseum
02. Future Into Dust
03. Revolving Melody
04. Ghost
05. The Commandments
06. Deadly Sacrifice
07. About Dreams and Lies
08. Newborn Star
09. In Gold W eTrust
10. In The Depths Of Me

Ter uma banda de Metal no Brasil não é das tarefas mais fáceis. Um claro exemplo disso é a trajetória dos paulistas do Aeon Prime. Surgido em 2008 e com um EP lançado em 2010, The Poet and the Wind, só conseguiu lançar seu debut no final de 2015, muito disso por culpa das dificuldades em manter uma formação estável. Mesmo durante a gravação do Cd, as mudanças ocorreram no posto de baixista e baterista, tanto que essa última foi gravada pelo músico convidado Anderson Alarça.

O quinteto paulista aposta em uma sonoridade que tem em sua base o Heavy Metal Tradicional, com algo de NWOBHM e do Metal oitentista em geral. Sendo assim, o prezado leitor já deve imaginar que a música do Aeon Prime soa datada, mas já aviso que tal pensamento é um equívoco. Graças à produção e às influências mais contemporâneas, nos deparamos com uma música atual, bem técnica, variada e já com uma cara própria. Além disso, podemos observar bons arranjos e muita coesão.

O Aeon Prime tem a capacidade de conseguir soar pesado, agressivo, mas sem abrir mão um milímetro sequer das melodias, que acabam dando assim certa acessibilidade à sua música. Os vocais de Michel de Lima mostram muita qualidade, possuindo um timbre agradabilíssimo aos ouvidos, enquanto os guitarristas Yuri Simões e Felipe Mozini se destacam com ótimos riffs e solos de muita qualidade. Já a parte rítmica, com o baixista André Fernandes e o baterista convidado Anderson Alarça, realiza um ótimo trabalho, imprimindo bastante peso e diversidade às canções. E todos, sem exceção alguma, demonstram muita técnica.

Além de possuírem melodias marcantes, outra característica das músicas aqui presentes são os refrões fortes, desses que grudam na cabeça do ouvinte. Eles são abundantes durante todo o álbum. Das canções aqui presentes, aponto como minhas favoritas “Coliseum”, “Future Into Dust”, “Ghost”, “The Commandments”, “Deadly Sacrifice”, “Newborn Star” e “In The Depths Of Me”.

A produção, mixagem e masterização ficaram por conta de Pedro Esteves (Liar Symphony), no Masterpiece Studio, com ótimos resultados, já que o som está limpo, com todos os instrumentos podendo ser plenamente escutados, mas ainda assim pesado e com a dose de agressividade necessária para uma banda de Metal. Além disso, na parte vocal, tivemos ninguém menos que Leandro Caçoilo supervisionando as gravações. Já a capa é obra de Ed Anderson e dá um ar mais soturno à obra, casando bem com as letras.

O resultado final é um ótimo trabalho de estreia, onde podemos observar uma banda promissora e que pode crescer ainda mais com o passar dos anos. Mais uma ótima revelação do cenário nacional.

NOTA: 8,5

Aeon Prime (Gravação):
- Michel de Lima (Vocal)
- Yuri Simões (Guitarra)
- Felipe Mozini (Guitarra)
- André Fernandes (Baixo)
Músico Convidado
- Anderson Alarça (Bateria)

Aeon Prime é:
- Michel de Lima (Vocal)
- Yuri Simões (Guitarra)
- Felipe Mozini (Guitarra)
- André Fernandes (Baixo)
- Rafael Negreiros (Bateria)

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quarta-feira, 11 de maio de 2016

Edu Falaschi - A New Lease of Life: 25th Anniversary Tribute (2016)


Edu Falaschi - A New Lease of Life: 25th Anniversary Tribute (2016)
(MS Metal Records - Nacional)


01. Eve Desire – Angels Will Arise Again
02. Soulspell (feat. Tim ´Ripper´ Owens and Ralf Scheepers) – Spread Your Fire
03. Melyra – Living and Drifting
04. Nando Fernandes – Heroes of Sand
05. Alefla – Golden Empire
06. Titta Tani – Bleeding Heart
07. Lethal Rising – Magic Flame
08. Mr. Ego – The Course of Nature
09. The Brainwash Machine – Spirit of the Air
10. Heaviest & Mario Pastore – Warm Wind
11. Valíria – Introspection
12. Frost Valley – You Gotta Stand
13. Santarem – What Can I Do
14. Tchandala – Scream of People
15. Aphroditte – When and Why

Confesso que sou desses caras bem chatos no que se refere a Tributos. Nada contra o fato de se homenagear algum artista, mas na grande maioria dos casos, as versões ficam muito abaixo das originais, não fazendo jus ao trabalho do homenageado. Em mais de duas décadas militando no meio do Metal, pouco foram os trabalhos desse tipo que realmente me agradaram. E bem, aqui temos mais um para essa pequena lista.

Aqui o homenageado é o cantor, compositor e produtor Edu Falaschi. E bem, você pode até não gostar do trabalho dele em si, seja pelo estilo musical ou pelas opiniões polêmicas, mas negar a sua importância para o cenário metálico nacional já soa como pura pirraça. Seja em sua primeira banda, o Mytrium, ou posteriormente em nomes como o Symbols, sua pouco lembrada participação no Venus e principalmente, no Angra e atualmente no Almah, ele sempre contribui em muito com trabalhos de qualidade inquestionável, tanto que foi reconhecido até internacionalmente por seu talento e trabalho.

Antes de entrar no campo musical, falarei de algumas coisas que me chamaram atenção de forma muito positiva. A primeira delas e justamente meu maior temor, foi a produção. Em um trabalho desse tipo, onde cada banda é responsável por sua gravação, acaba sendo muito comum termos uma variação de qualidade muito grande nesse sentido. Mas, para minha surpresa, A New Lease of Life: 25th Anniversary Tribute se mostra muito coeso nesse sentido. A variação de qualidade aqui é muito pequena e obstante detalhes aqui e ali, o nível é muito bom. Poucas vezes vi uma homogeneidade desse tamanho em um tributo. Outro fator digno de elogios é o trabalho gráfico, que ficou por conta de Carlos Fides. É de uma beleza sem tamanho e a capa consegue unir diversos elementos das bandas pelas quais Edu passou e que marcaram sua carreira.

Musicalmente, temos aqui uma mescla bem interessante entre artistas renomados do meio underground nacional e internacional, com outros nomes menos conhecidos do público e que estão em ascensão nos últimos anos. Como esse se trata de um trabalho diferenciado, pela primeira vez desde que criei o A Música Continua a Mesma, farei um faixa a faixa.
 
Eve Desire – "Angels Will Arise Again" - O trabalho abre com uma belíssima canção elaborada exclusivamente para esse tributo, com ótimas orquestrações e que mescla trechos de músicas do Angra e do Almah. Reparem no detalhe do título, uma menção direta ao refrão de "Nova Era", presente em Rebirth.
 
Soulspell (feat. Tim ´Ripper´ Owens and Ralf Scheepers) "Spread Your Fire" (Angra) - A música presente no clássico Temple of Shadows recebeu aqui uma versão da Metal Ópera brasileira, que manteve a velocidade da versão original e tem como maior destaque o trabalho de vozes, aqui a cargo de Daísa Munhoz, responsável pelos vocais líricos e pelos mais que renomados Tim "Ripper" Owens e Ralf Scheepers. Matadora!

Melyra – Living and Drifting (Almah) - O que as meninas do Melyra fizeram com essa faixa presente em Motion foi de impressionar. Apesar de terem se mantido fiéis à música, a deixaram mais pesada e agressiva, uma verdadeira pedrada, onde a vocalista Mariana Figueiredo (que infelizmente saiu da banda) se destaca muito. No momento buscam uma vocalista e se preparam para lançar seu debut, sucessor do ótimo EP Catch Me if You Can.

Nando Fernandes – Heroes of Sand (Angra) - Se o tributo se resumisse apenas a essa versão de Nando Fernandes para um dos grandes clássicos do Angra, tudo já teria valido a pena. Não só a performance vocal é impecável e na mesma altura da de Edu, como também Nando conseguiu transpor para sua versão toda a carga emocional da original. Com todo respeito ao Fabio Lione, mas aqui está o substituto perfeito para Edu no Angra.

Alefla – Golden Empire (Almah) - O Alefla foi o primeiro nome aqui presente que ousou mexer de forma mais profunda na versão original. Mais leve, cadenciada e progressiva que a original, presente no trabalho de estreia do Almah, tem como maior destaque o trabalho da dupla de vocalistas, Fla Moorey e Alexandre Nascimento.

Titta Tani – Bleeding Heart (Angra) - Do meu ponto de vista, uma das grandes surpresas. O italiano Titta Tani era um completo desconhecido até então para mim e aqui se arriscou em uma das mais belas baladas do Angra, presente no EP Hunters and Pray. O cara conseguiu chegar bem perto da carga emocional presente na versão original, o que é digno de aplausos. Destaque também para as belas orquestrações e corais.

Lethal Rising – Magic Flame (Almah) - Os pernambucanos, que lançaram o muito bom EP Against the Fear em 2014, foram outro nome que buscou sair do trivial, demonstrando personalidade e dando uma cara um pouco mais Prog a essa canção presente em Fragile Equality.

Mr. Ego – The Course of Nature (Angra) - O Mr. Ego não quis saber de inventar, mantendo os arranjos originais da canção originalmente presente no álbum Aurora Consurgens e fazendo uma versão bem pesada, com destaque para o ótimo desempenho de seu vocalista, André Ferrari.

The Brainwash Machine – Spirit of the Air (Angra) - Os colombianos já haviam chamado a atenção com seu trabalho de estreia, A Moment of Clarity e aqui optaram por uma música presente no álbum Aqua. Sem inventar muito e alterando apenas detalhes aqui e ali, fizeram uma versão bem correta e com destaque para o ótimo vocalista Andres Ramirez.

Heaviest – Warm Wind (Almah) - Uma das principais revelações nacionais de 2015, com o ótimo Nowhere, o Heaviest escolheu uma música presente no último álbum do Almah, Unfold. Deixaram a música mais pesada, com um ótimo trabalho de guitarras e claro, Mario Pastore se destacando com sua voz.

Valíria – Introspection (Symbols) - Os tradicionalistas ficarão incomodados com essa versão da canção presente no segundo trabalho do Symbols, Call to the End, já que o grupo de New Metal paulista, além de dar uma cara mais moderna à sua versão, também empreendeu algumas mudanças mais drásticas. Valeu pela ousadia.

Frost Valley – You Gotta Stand (Almah) - O Frost Valley escolheu essa canção presente no último álbum do Almah e, apesar de terem colocado aqui algumas influências de Southern Rock, sua versão não procura inventar muito e fugir dos arranjos originais, soando bem correta e pesada.

Santarem – What Can I Do (Symbols) - O Santarem se saiu muitíssimo bem na versão dessa música presente no álbum de estreia do Symbols, alternando entre momentos mais introspectivos e outros mais pesados, certamente podem ser colocados entre os destaques do álbum.

Tchandala – Scream of People (Symbols) - Mais uma banda que apostou em uma canção do trabalho de estreia do Symbols. O Tchandala não teve medo e procurou dar uma cara própria à sua versão, se saindo muito bem nesa tarefa, com destaque para o ótimo trabalho das guitarras.

Aphroditte – When and Why (Almah) - Encerrando o álbum, o Aphroditte escolheu uma canção do álbum Motion e consegiu imprimir sua personalidade na mesma, com destaque inapelável para a vocalista Winnie Farias, que tem um desempenho impecável.

No final, temos uma homenagem mais do que digna a uma das figuras mais importantes da história do Metal no Brasil. Um belo trabalho, em todos os sentidos e no qual todos os participantes se saíram muito bem (claro, alguns mais do que outros). E o melhor de tudo é que esse é apenas o primeiro volume, já que a segunda parte está prometida ainda para esse ano de 2016.

NOTA: 8,5

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domingo, 8 de maio de 2016

Fast Review – Resenhas rápidas para consumo imediato!

Barbarian - Cult of the Empty Grave (2016)
(Hells Headbangers Records - Importado)
 

Chegando em seu terceiro trabalho de estúdio, os italianos do Barbarian praticam um Speed/Thrash/Black com total influência de Celtic Frost, Hellhammer e algo de Venom aqui e ali. Direto, veloz, sem enrolações e carregado de riffs pesados e agressivos, o trio vai agradar em cheio aos fãs mais saudosistas do estilo, mesmo sem apresentar nenhuma grande novidade. Se você curte as bandas citadas acima, vale a pena arriscar. (8,0)

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Lords of Black - II (2016)
(Frontiers Records - Importado)
 

Para os que desconhecem, o Lords of Black é a banda de Ronnie Romero, vocalista escolhido por Blackmore para ocupar o posto nos shows que o Rainbow fará nesse ano de 2016. Por mais que ele seja um dos grandes destaques do trabalho, o LOB não se resume ao seu vocalista, já que apresentam uma sonoridade bem sólida e coesa, que mescla com muita categoria um heavy mais clássico, com Metal Melódico e Power Metal, tudo carregado de ótimas melódias e indicado para fãs do estilo. Mais um ótimo nome vindo da Espanha. (8,0)

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Advermix - Pandeathmic (2016)
(Born of Chaos Records - Importado)
 

Depois de 2 EP's e um split, o grupo espanhol chega a seu primeiro trabalho completo de estúdio apresentando um Thrash com toques de Death aqui e ali, bem agressivo e com uma pegada totalmente Old School. Ok, não soam originais, mas também passam longe de soarem como clones de nomes consagrados. É desses Cd's para você abrir o mosh pit na sala durante a audição. É esperar os próximos trabalhos para confirmarem todo o potencial apresentado aqui. (7,5)

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Delain - Lunar Prelude (EP) (2016)
(Napalm Records - Importado)
 

Enquanto o novo álbum não chega, o grupo holandês capitaneado por Martijn Westerholt e Charlotte Wessels adoça a boca de seus fãs com esse EP que contém duas faixas inéditas, além de uma regravação e músicas ao vivo e versões alternativas de praxe e materiais desse tipo. Das inéditas, "Suckerpunch"  e "Turn the Lights Out" (com letra inspirada em "Sandman", de Neil Gaiman), mostram o equilíbrio de sempre entre melodias pop e o peso do Metal que sempre marcou a carreira do Delain. Indicado para todos os fãs. (7,5)

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Circus Maximus - Havoc (2016)
(Frontiers Records - Importado)
 

O Circus Maximus chega em seu quarto trabalho apresentando a sonoridade técnica e densa de praxe, mas com um nível de acessibilidade bem maior do que o apresentado em seu trabalho anterior, Nine (12). Ainda assim, em momento algum abrem mão do peso, da complexidade e das melodias épicas que marcam sua carreira. Um álbum que certamente vai agradar em cheio aos fãs da banda. (8,0)

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sexta-feira, 6 de maio de 2016

Vocífera - Evil Thoughts (2016)

 
Vocifera - Evil Thoughts (2016)
(Independente - Nacional)


01. Intro
02. The Agony
03. Sadism
04. Mad Bastards
05. Sabbath
06. All Pain
07. In The End Of Times
08. Trapped
09. All Evil For Your Majesty
10. Corruption (Bonus track)
11. Hypocrisy (Bonus track)

Antes de tudo, vamos falar um pouco sobre o mundo. Por mais que nas últimas décadas muita coisa tenha evoluído no pensamento humano, avanços tenham sido feitos em diversos campos, a verdade é que doa a quem doer, ainda vivemos em uma sociedade machista. Não é uma questão de generalizar comportamentos, mas em muitas funções, mulheres ainda recebem menos que homens, mesmo ocupando cargos idênticos (e os executando com a mesma competência), são muitas vezes objetificadas, não só em peças publicitárias como também no seu dia a dia, assediadas e muitas vezes, culpadas injustamente por isso (“Se estava usando uma roupa tão curta é porque estava querendo”). Poderia citar dezenas de outras situações aqui, mas basta uma olhada em noticiários e já terão uma ideia do que quero falar.

E bem, por mais que queiramos fechar os olhos, as redes sociais explicitaram de uma forma bem clara que esse tipo de comportamento citado no parágrafo acima, também se repete entre uma parte dos fãs de Metal (maior até do que eu gostaria de admitir). Poderia me aprofundar nesse assunto, buscar suas causas, mas perderia o foco do texto e deixaria de lado o mais importante, o som praticado pelas meninas pernambucanas do Vocífera, banda formada em Recife no ano de 201 e que chega agora seu debut, Evil Thoughts, mostrando grande evolução quando confrontado com seu EP (Vocífera) de 2012.

Amigos, que porrada, não só na cara dos headbangers fracos de ideias, como também nos tímpanos daqueles mais calejados. O que escutamos aqui é um Death/Thrash raivoso, feroz e impiedoso, altamente indicado a fãs de bandas como Obituary, Death, Testament, Destruction, Venom, dentre outras. Os vocais de Ray Torres transbordam ódio, enquanto a dupla de guitarristas, Erika Mota e Lidiane Pereira abusam da agressividade nos riffs e despejam alguns solos insanos. Já a parte rítmica, com Eveline Torres (Baixo) e Marcella Tiné (Bateria), mostra boa diversidade, técnica e imprime ainda mais peso ao som do Vocífera.

Apesar de uma ou outra parte mais cadenciada aqui e ali, na maior parte do tempo a aposta aqui é na velocidade, mas apesar disso suas músicas não soam repetitivas, um risco que sempre se corre ao seguir essa linha. Aponto como minhas preferidas, “The Agony”, “Sadism”, “Mad Bastards “, “Sabbath”, “All Pain” e “All Evil For Your Majesty”.

A produção ficou com boa qualidade, tendo conseguido deixar tudo claro e audível, mas sem tirar a agressividade e o peso do Death/Thrash da banda, ou seja, nada daquelas produções assépticas praticadas por muitos hoje em dia. Já a capa transparece perfeitamente a sonoridade furiosa encontrada em Evil Thoughts. Com um som violento, intenso e carregado de energia, o Vocífera vai agradar em cheio aos fãs mais tradicionais do estilo.

E bem, normalmente recomendo relaxantes musculares e telefone de um ortopedista ao lado do som para esse tipo de audição, mas nesse caso, o telefone de um otorrinolaringologista também não seria má ideia, já que a porrada no pé do ouvido vai ser violenta e o risco de problemas auditivos, algo iminente. Altamente recomendado!

O trabalho está disponibilizado para audição e download gratuito no Bandcamp da banda, então não existe desculpa para você não ouvir (a não ser que tenha tímpanos delicados demais).

NOTA: 8,0

Vocífera é:
- Ray Torres (Vocal)
- Érika Mota (Guitarra)
- Lidiane Pereira (Guitarra)
- Eveline Torres (Baixo)
- Marcella Tiné (Bateria)

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quarta-feira, 4 de maio de 2016

Underworld Secret - An End To Begin (2015)

 
Underworld Secret - An End To Begin (2015)
(Independente - Nacional)


01. No Pity And No Mercy
02. An End to Begin
03. Slaves of Society
04. Army of Illusion
05. The Madhouse
06. Tears

Quando me deparo com um trabalho como o dos catarinenses do Underworld Secret, me sinto um verdadeiro dinossauro do Metal. Isso porque sou de uma época em que por mais que bandas de qualidade surgissem por todos os lados, elas demoravam muito tempo para conseguir registrar algum material de estúdio, isso quando conseguiam. Muitas sequer uma demo mal produzida conseguiram deixar de legado.

Mas sabe o que é mais engraçado? É que essa realidade mudou há muito pouco tempo, com o avanço de tecnologias na década passada, que acabaram por facilitar o processo de gravação. Menos mau, pois assim já não me sinto tão velho. Mas bem, deixemos essas divagações de lado e vamos ao que realmente interessa.

O Underworld Secret é uma banda absurdamente nova, pois surgiu apenas em Março de 2015 e pasmem, vejam só, poucos meses depois de fundada já estava com An End To Begin, seu EP de estréia, gravado, prensado e sendo distribuído Brasil afora. Vantagens de se viver na era digital. E podemos dizer que sua música é um retrato do mundo onde vivemos, já que apresentam um Metal moderno, que mescla influências diversas.

Podemos encontrar na sonoridade do UWS ecos de Heavy Tradicional, Prog Metal, Thrash e até mesmo algumas melodias típicas do Gothenburg Sound. A grande sacada dos catarinenses é justamente conseguir pegar essas referências clássicas e conseguir dar a elas uma roupagem moderna, evitando assim que suas músicas soem datadas ou requentadas. Encontramos vocais de qualidade, guitarras que além de despejar alguns bons riffs, são responsáveis por ótimas bases e por solos bem interessantes e uma parte rítmica que se mostra técnica, pesada e variada.

Das 6 canções aqui presentes, aponto como minhas preferidas “No Pity And No Mercy”, “An End to Begin” e “Army of Illusion”. Mas vale resaltar que as demais também possuem qualidades. A produção foi realizada por Victor Gonçalves no Pé do Morro Studio, com a mixagem e masterização sido feitas no VOID Studio. Já a capa foi obra de Jéssica C. Oliveira.

Mostrando uma maturidade surpreendente para uma banda com tão pouco tempo, o Underworld Secret demonstra muito potencial em sua estréia e certamente vai agradar aos fãs do estilos citados acima. Um nome para se observar de perto nos próximos anos. E aos interessados, o EP esta disponível para download no site da banda.

NOTA: 8,0

Underworld Secret é:
- Brasil Maciel (Vocal)
- Marcelo Barros (Guitarra)
- Rafael Scarpari (Guitarra)
- Victor Gonçalves (Baixo)
- Julian Valeriano (Bateria)

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terça-feira, 3 de maio de 2016

Hot Foxxy - Tattooed Girl In Black (2015)

Hot Foxxy - Tattooed Girl In Black (2015)
(Independente - Nacional)


01. Wrong Love
02. Tattooed Girl In Black
03. Clear Moon
04. Born To Be A Rockstar

No release enviado, a banda deixa claro que seu som é calcado no Hard Rock dos anos 80/90. O nome da banda e a capa de seu EP de estréia, Tattooed Girl In Black, reforçam tal afirmativa. Mas com todo respeito, soa como um pecado afirmar que o Hot Foxxy é “apenas” isso.

Quando colocamos o trabalho para tocar, realmente não se pode negar a importância do citado Hard Rock em sua sonoridade, já que o mesmo serve de base para o que ouvimos, mas também é impossível negar as influências de Classic Rock (escute a faixa título, por exemplo) e da NWOBHM em sua música. Marco Lacerda se mostra muito bom vocalista e sua voz possui um timbre bem agradável, enquanto a dupla de guitarristas Eder Erig e Beto Humberto despejam bons riffs e solos, além de realizarem um bom trabalho de backing vocals. Já a parte rítmica, com Betão Sassarrão (Baixo) e Daniel Schultz (Bateria), realiza um trabalho muito bom, dando diversidade às canções.

São apenas 4 músicas, todas com bastante qualidade e onde podemos observar todo o leque de influências do Hot Foxxy. Minhas preferidas aqui são “Clear Moon” e “Born To Be A Rockstar”.

A produção possui boa qualidade e conseguiu deixar tudo muito claro e audível, além de bem timbrado. Mostrando um trabalho diversificado e de muita qualidade, o Hot Foxxy certamente irá agradar em cheio não só os fã de Hard Rock, como também os amantes de sonoridades mais tradicionais. Mais um nome promissor da cena nacional.

NOTA: 8,0

- Marco Lacerda (Vocal)
- Eder Erig (Guitarra/Backing Vocals)
- Beto Humberto (Guitarra/Backing Vocals)
- Betão (Baixo)
- Daniel Schultz (Bateria)

www.hotfoxxy.com
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segunda-feira, 2 de maio de 2016

Hard Breakers – Still Breaking (2016) (EP)

Hard Breakers – Still Breaking (2016) (EP)
(Independente – Nacional)


01. Still Breaking
02. Lay Your Body Down
03. Thrill
04. Let It Shine
05. Get It?!?!?!
06. Thrill (Acoustic) (Alt.Lyrics)
07. Insane (Acoustic)

Sem sombra alguma de dúvida, aquele Hard Rock com pegada bem anos 80 vem crescendo de forma exponencial dentro de nosso cenário, já que cada vez mais vemos bandas de qualidade apostando nessa vertente que até pouco tempo atrás era um tanto deixada de lado pelos novos nomes que por aqui surgiam. Vinda do Sul do Brasil, mais precisamente de Caxias do Sul/RS, a Hard Breakers é mais uma a se enveredar por esses lados.

Já com um CD na bagagem, This is Hard Rock (13), o grupo gaúcho volta de um pequeno hiato, onde mudou alguns de seus integrantes. Nesse EP de 6 músicas (a primeira é uma vinheta), apresentam o que sabem fazer de melhor, Hard Rock oitentista puro, simples, direto e sem invencionices. Mostrando evolução e muito mais maturidade se comparado a seu debut e apresentando sua nova formação, que conta agora com o talentoso Rodrigo Marenna, que já teve se trabalho resenhado nessas páginas ano passado, o Hard Breakers vai agradar em cheio aos fãs mais saudosistas, pois sua música vai remeter o ouvinte diretamente aos anos 80, como se fosse uma máquina do tempo.

Os vocais de Arthur Appel, obstante pequenos exageros que me incomodaram, mas que são típicos de 99% dos vocalistas do estilo (ou seja, nada de errado aqui, apenas uma questão de gosto pessoal mesmo), se mostram com muita qualidade. Os backing vocals também ficaram bem legais. Arthur também é um dos responsáveis pelas guitarras, ao lado de Aaron Alves, e ambos conseguem forjar algumas melodias dessas que grudam igual chiclete no cabelo e fazem a alegria dos apreciadores do estilo. Já a parte rítmica, com Marenna e o baterista Ricardo Machado mostra variedade e é a principal responsável pelo peso na música do quarteto.

Das faixas aqui presentes, as duas últimas são bônus acústicas, sendo uma delas uma versão para “Thrill”, que sinceramente, julguei desnecessária, já que ficou inferior à versão normal. Fora esse pequeno deslize, as demais possuem qualidade e aponto como minhas preferidas a já citada “Thrill”, “Lay Your Body Down” e “Get It?!?!?!”. Apesar de não ser minha praia, “Let It Shine” certamente irá agradar aos fãs de Hard que curtem uma típica balada do estilo.

A produção ficou a cargo do próprio Arthur Appel, com a mixagem e masterização tendo sido feitas por Jonas Godoy (Estúdio Linha Sonora). Trabalho muito bem feito, deixando tudo com ótima qualidade sonora.

Apresentando um som festeiro, enérgico e com ótimas melodias, o Hard Breakers tem tudo para conquistar fãs entre os amantes de Hard Rock oitentista. Coloque Still Breaking para tocar, feche os olhos, se sinta em plena Sunset Boulevard de 30 anos atrás e boa viagem!

NOTA: 8,0

Hard Breakers é:
- Arthur Appel (Vocal/Guitarra)
- Aaron Alves (Guitarra/Vocal)
- Rodrigo Marenna (Baixo/Vocal)
- Ricardo Machado (Bateria/Vocal)

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domingo, 1 de maio de 2016

Melhores álbuns – Abril de 2016

 
No primeiro domingo de cada mês o A Música Continua a Mesma fará uma lista com os melhores álbuns do mês anterior. Nela, respeitaremos as datas oficiais de cada lançamento, então sendo assim, não contaremos a data que os mesmos vazaram na internet, mas sim quando efetivamente foi ou será lançado.

Sendo assim, ai vão os melhores lançamentos de Abril na opinião do A Música Continua a Mesma.

1º. Moonsorrow - Jumalten Aika 


2º. Woslom - A Near Life Experience
 


3º. Fallujah - Dreamless
 


4º. October Tide - Winged Waltz
 


5º. Ihsahn - Arktis
 


6º. The Foreshadowing - Seven Heads Ten Horns
 


7º. The Levitation Hex - Cohesion
 


8º. Reckoning Hour - Between Death and Courage
 


9º. Savage Master - With Whips And Chains
 


10º. Cult Of Horror - Babalon Working
 


Menções Honrosas

Black Stone Cherry - Kentucky
 


Soto - Divak
 


Tengger Cavalry - Mountain Side
 


Inner Demons Rise -  In The Name of Father, and of The Son and Violence
 
 

Fast Review – Resenhas rápidas para consumo imediato!

Booze Control - The Lizard Rider (2016)
(Infernö Records - Importado)
 

Os alemães do Booze Control chegam a seu terceiro CD, mas poderiam se passar tranquilamente por uma banda inglesa do início dos anos 80, já que sua sonoridade é totalmente calcada na NWOBHM. Ótimas melodias e solos, guitarras gêmeas, riffs que cativam o ouvinte já na primeira audição e tudo mais que um fã do estilo espera, fazem parte de The Lizard Rider. Feito sob medida para quem curte sons mais clássicos. (8,0)

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Savage Master - With Whips and Chains (2016)
(High Roller Records - Importado)
 

Apesar do pouquíssimo tempo de estrada (foi fundada em 2013), o Savage Master já chega a seu segundo álbum de estúdio. Capitaneado pela vocalista Stacey Savage, praticam uma mescla de NWOBHM com Speed Metal que resulta em uma sonoridade direta, crua e sem qualquer tipo de enrolação. Altamente indicado para fãs de Bitch, Cirith Ungol, Omen, Grim Reaper e afins. (8,0)

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Astral Path - An Oath to the Void (2016)
(Avantgarde Music - Importado)
 


O duo canadense formado por Ana Dujaković (Baixo/Teclado) e Justin Bourdeau (Bateria/Guitarra/Vocal) chega a seu debut apresentando um Atmospheric Black Metal que mescla passagens bem pesadas e cruas com riffs atmosféricos e passagens que remetem diretamente ao Post Metal, o que acaba gerando um clima sombrio e negro. É aquela música que vai agradar em cheio aos fãs de nomes como Deafheaven, Wolves in the Throne Room e Negură Bunget. Podem não apresentar nada de novo, mas fazem o que se propõem com muita competência. (8,0)

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Oranssi Pazuzu - Värähtelijä (2016)
(Svart Records - Importado)
 

Em seu 4º trabalho de estúdio, os finlandeses do Oranssi Pazuzu continuam praticando seu Black Metal atípico, carregado de elementos psicodélicos e climas atmosféricos, que resulta em passagens verdadeiramente hipnóticas e que prendem o ouvinte que tem a cabeça mais aberta para esses tipos de propostas menos ortodoxas. Passa longe de ser uma música de fácil digestão, mas é extremamente original. (8,5)

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Ereb Altor - Blot · Ilt · Taut (2016)
(Cyclone Empire - Importado)
 

Sempre apresentando um Viking Metal de qualidade, o sueco Ereb Altor sofre constantes comparações som o lendário Bathory, devido à sua sonoridade. Pois bem, em seu 6º trabalho de estúdio, os suecos resolveram homenagear sua maior influência com um álbum tributo, coverizando 7 canções. Só posso dizer que fizeram mais do que juz ao legado de Quorthon, pois mesmo com uma produção que deu um ar mais moderno as canções, conseguiram manter a intensidade das versões originais, algo que poucas bandas conseguiriam fazer. Altamente recomendado. (8,5)

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