terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Necrobiotic - Death Metal Machine (2014)




Necrobiotic - Death Metal Machine (2014)
(Misanthropic Records/Culto ao Metal /Songs for Satan)

01. Necrometallurgy
02. Manobra P.I.T.
03. Apenas um Primata
04. Sede de Poder
05. Satisfy my Agony
06. Death Metal Machine
07. Biological Pleasure
08. The Devil Lines
09. O Caminho & O Retorno
10. Pyroclasmic Rebirth
11. O Vazio

O Brasil sempre foi um verdadeiro celeiro de boas bandas quando se trata de vertentes mais extremas do Metal, mas Minas Gerais sempre foi um caso a parte. Existe algo na água que bebemos aqui por esses lados que faz com que as bandas daqui tenham aquele algo a mais em matéria de qualidade. Sepultura, Sarcófago, The Mist, Chakal, Overdose, Witchhammer, Mutilator, Holocausto ou Sextrash, são nomes seminais quando falamos de Metal nacional. Já hoje em dia, se destacam por esses lados nomes como D.A.M., Uganga, Eminence, Aneurose, Drowned, Dunkell Reiter, Krow, Deathraiser, Deadliness, dentre dezenas de outros nomes. Bem, a esse grupo podemos somar o Necrobiotic.
Oriunda de Divinópolis, o Necrobiotic não é um iniciante na cena, já que entre idas e vindas, desde sua formação já se passaram 20 anos. Death Metal Machine é seu segundo álbum e vêm suceder o debut Alive and Rotting, de 2011, trabalho em que demonstraram bom potencial. O som aqui é exatamente o que imaginamos, fazendo jus ao título. Death Metal Old School, sem frescura, direto, com boa técnica, agressivo, violento e feito para bater cabeça. Em alguns momentos podemos perceber algumas influências de Thrash e Rock, mas de forma muito discreta e que acaba por enriquecer mais a sonoridade do Necrobiotic. Alternam muito bem momentos mais velozes com outros mais cadenciados, o que impede que a audição se torne cansativa, fora os bons riffs e solos que surgem durante todas as faixas, os vocais urrados e a parte rítmica, muito bem entrosada, técnica, criativa e bem variada. Em resumo, Death Metal raivoso, como deve ser. Destaques para “Manobra P.I.T.”, “Apenas um Primata”, “Death Metal Machine”, “O Caminho & O Retorno” e “Pyroclasmic Rebirth”.
A banda investe em letras tanto em português quanto em inglês. Sai-se muito bem das duas formas, mas nesse ponto, por uma questão de identidade, acho que deveriam decidir em qual idioma investir. Particularmente, achei que se saíram muito bem cantando em português, algo que hoje em dia vêm se tornando cada vez mais comum entre bandas nacionais. Já a produção, a cargo da banda, tem boa qualidade e deixa tudo bem cru e pesado, mas achei que em alguns momentos a sonoridade ficou um tanto quanto seca em excesso. Mas ainda sim, isso em nada compromete o resultado final. Se mostrando mais madura e desenvolvendo bem o potencial mostrado no debut, o Necrobiotic entrega um trabalho que vai agradar em cheio os apreciadores de um Death Metal mais cru e direto. Em resumo, mais um “trem bão vindo de Minas Hellrais”.

NOTA: 8,0




segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Heia - Ritos Noturnos (2014)





Heia - Ritos Noturnos (2014)
(Diabolic Records/Headbanger Force/Misantrophic Records/Impaled Records)

01. Sombras da Imensidão   
02. Maldade e sua Imponente Presença   
03. Ritos Noturnos   
04. Onde as Trevas Predominam   
05. Elizabeth Bathory (Cover)   
06. Negro Pandemonium de Almas Infernais   
07. Face do Mau   
08. Sangue no Terreno dos Cristãos   
09. Sangue no Pentagrama

Surgida em Goiás e com 15 anos de estrada, a horda Heia chega a seu terceiro trabalho de estúdio, Ritos Noturnos, sucessor de Magia Negra (debut de 2006) e E no Início (uma complicação das duas primeiras demos, de 2012). A primeira coisa que me chamou a atenção foi o fato de estarem soando mais maduros e técnicos que nos trabalhos anteriores, algo natural em se tratando de um grupo com uma década e meia de carreira.
Apesar dessa maior dose de técnica e maturidade, a sonoridade presente continua sendo aquele Black Metal tradicionalmente ríspido e agressivo que marcou os trabalhos anteriores da banda. Aqui não existe espaço para invencionices e frescurinha sinfônicas, mas apenas para riffs gélidos e pesados, vocais rasgados e insanos e uma cozinha que se não abusa da técnica, consegue ser precisa e dar boa variedade as nove faixas presentes em Ritos Noturnos. As músicas variam entre aquelas mais velozes e outras mais cadenciadas, tornando a audição bem agradável e permitindo a adição de algumas boas melodias aqui e ali, mas sem que isso faça a horda perder seu ar blasfemo e sua rispidez. O teclado até surge uma vez ou outra, mas de forma muito equilibrada e discreta e sem comprometer em nada a sonoridade do Heia. As letras são em português e casam perfeitamente com a proposta aqui apresentada, agradando em cheio os fãs do estilo. Para mim, os grandes destaques ficam por conta de “Sombras da Imensidão”, “Ritos Noturnos”, “Face do Mau”, “Sangue no Terreno dos Cristãos” e o cover para “Elizabeth Bathory”, do húngaro Tormentor (banda do grande Attila Csihar) e que contou com a participação de Mághor (Cheol) nos vocais. Outra participação importante no álbum foi a do baterista Escaravelho (Escaravelho do Diabo), que tocou na já citada “Sangue no Terreno dos Cristãos” e em “Sangue no Pentagrama”.
Como não poderia deixar de ser dentro da proposta de extremismo da horda, a sonoridade aqui é bem suja e crua, mas passa longe de ser aquela coisa tosca que alguns apresentam por ai, pois a produção conseguiu deixar tudo bem audível e equilibrado, mas mantendo a aura negra necessária ao Black Metal apresentado. Em suma, Ritos Noturnos é mais um belíssimo trabalho originário de nosso underground no ano de 2014 e vai agradar em cheio aqueles que apreciam um bom artefato negro.

NOTA: 8,0



sábado, 27 de dezembro de 2014

Playlist Semanal A Música Continua a Mesma: 22/12 - 26/12



Agora, todo sábado, o A Musica Continua a Mesma vai publicar seu Top 10. Os 10 Cd’s mais escutados aqui durante a semana. Só lembrando que nem sempre ela irá refletir os lançamentos atuais.

1°. Dreadnox – The Hero Inside (Review)


2°. CrownOf Scorn – Agenda 21 (Review)


3°. Triptykon – Melana Chasmata (Review)


4°. Heia – Ritos Noturnos


5°. Necrobiotic – Death Metal Machine


6°. Fen – Carrion Skies (Review)


7°. Necrophagia – WhiteWorm Cathedral (Review)


8°. Scalped - Psychopath


9°. ForceOf Evil – Force Of Evil


10°. Devilment – Great and Secret Show (Review)


sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Fast Review – Resenhas rápidas para consumo imediato!



Devilment – Great and Secret Show (2014)
(Nuclear Blast Records – Importado)


Formado pelo guitarrista Daniel Finch, o Devilment já chamou a atenção do público antes mesmo de lançar seu debut. O Motivo? Contar com Dani Filth nos vocais. Ainda sim, esqueça qualquer comparação com o Cradle Of Filth aqui. O Devilment faz um Metal moderno, pesado e com uma grande variedade musical. Aqui você irá encontrar influências em Industrial, Groove, Thrash, Metal Tradicional e até mesmo um ou outro momento mais comercial. Uma estréia promissora e que cumpre seu papel de entreter bem o ouvinte menos radical. (7,0)



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Fen – Carrion Skies (2014)
(Code666 Records – Importado)


Praticando um Progressive Black Metal/Post-Metal, o inglês Fen é uma das bandas mais interessantes da atualidade. Sucessor do ótimo Dustwalker (13), Carrion Skies mantêm a linha adotada nos trabalhos anteriores. Sonoridade progressiva, viajante, pesada, sombria e carregada de emoção. Apesar de 4 das 6 faixas aqui ultrapassarem os 10 minutos, em momento algum a audição é cansativa. Uma verdadeira viagem musical. (8,5)



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Behemoth - Xiądz (EP) (2014)
(New Aeon Musick – Importado)


Lançado apenas em vinil e limitado a 2 mil cópias, esse EP do Behemoth contem apenas 3 faixas, sendo duas retiradas das sessões de gravação do The Satanist (14) e do Evangelion (09) e a outra, uma regravação de “Moonspell Rites”, que teve seu arranjo alterado, ficando mais polida e automaticamente, menos crua. Indicado principalmente para colecionadores e fãs inveterados do Behemoth. (7,0)



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Hellyeah - Blood for Blood (2014)
(Eleven Seven Music – Importado)


O Hellyeah nunca empolgou de verdade em seus trabalhos anteriores, por mais que possua uma legião de fãs (imagino que a maioria, viúvas do Pantera e fãs inveterados de Groove Metal). Aparentemente, as saídas de Greg Tribbett e Bob Zilla fizeram muito bem a banda, pois o novo álbum do grupo capitaneado por Vinnie Paul e Chad Gray é o mais pesado e intenso lançado por eles até hoje. Consequentemente, esse é o melhor trabalho do Hellyeah. Pena que isso não significa muita coisa. (5,5)



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Megaherz – Zombieland (2014)
(Napalm Records – Importado)


A veterana banda de Rock/Metal Industrial alemã chega ao 8º álbum de estúdio apresentando o mesmo som que caracterizou seus últimos trabalhos. O grande problema de Zombieland é a falta de identidade, já que desde o primeiro momento você fica com a forte impressão que está escutando um álbum dos conterrâneos e contemporâneos do Rammstein. Ainda sim, mesmo não sendo original, consegue ser muito bem feito e vai agradar em cheio a fãs do estilo. Mas uma cara própria a sua música não faria nada mal. (7,0)



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Necrophagia – WhiteWorm Cathedral (2014)
(Season Of Mist – Importado)


Uma das percussoras do Death Metal, o Necrophagia, capitaneado pela lenda Killjoy, retorna com seu 7º álbum de estúdio nos apresentando o que faz de melhor: Death Metal de qualidade. Sem grandes arroubos técnicos e fazendo um som simples e direto, com uma levada cadenciada e muito pesado, além claro, de todo o clima de filme de terror que permeia as letras da banda, vai agradar em cheio os deathbangers que curtem uma proposta mais direta do estilo. Não é um Season of the Dead (87) ou um Holocausto de La Muerte (98), mas ainda sim um belíssimo trabalho. (8,0)



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